A ingratidão inexplicável

O ser humano segundo estudos relacionados à comportamento, tem a tendência à ingratidão, ou seja, quem ou algo que lhe fez ou faz bem ele despreza, se utiliza diariamente da famosa expressão “cuspe no prato que come”, dá a impressão que o mesmo valoriza aquilo ou quem o mal trata, estranho isso não é mesmo?

Em relacionamentos amorosos é muito comum aflorar essa atitude no ser humano. Homens que buscam entregarem a parceira os céus e a terra acabam por ficando na rua da amargura, já que a mesma estranha e inexplicavelmente do dia para a noite se vai com alguém muita das vezes sem caráter e isento de pelo menos um por cento da qualidade daquele homem desprezado. O mesmo acontece com mulheres decentes e dedicadas ao parceiro que sem razão alguma, são abandonadas e trocadas por outras que possuem como trabalho a fácil vida.

Mas a ingratidão inexplicável do ser humano não para por aí. No relacionamento pais e filhos tal atitude também aprece como a grande protagonista de desacertos familiares. Pais que durante toda a estadia do filho em suas tutelas, dedicaram o sangue e o suor para a manutenção do crescimento e educação do mesmo e na chegada de suas velhices, são simples e ingratamente internados em asilos como pessoas sem valor algum.

Por outro lado, existe uma tradicional e popular ingratidão vinda dos mesmos pais em relação ao amor de certos filhos, pois geralmente aquele filho que distribui amor e se dedica em busca do melhor caráter para honrá-los, é o mais criticado e em diversos casos desprezado, em contrapartida o “bagrão ensaboado” que faz tudo pelas coxas, despreza a família, não respeita a ninguém e a cada dia coloca um fio de cabelo branco na cabeça dos mesmos, estranhamente em muitas famílias é o mais paparicado (a) e tido como o (a) “fenômeno” da casa.

No âmbito profissional a ingratidão inexplicável do ser humano, possui um enorme destaque. Pessoas vindas do nada e sem o mínimo de conhecimento, após ganharem um certo status profissional, deixam a empresa e a cada esquina a detonam, como se nunca tivessem trabalhado ali e o pior esquecem-se que a mesma foi em diversos casos a responsável direta pela exterminação da ignorância profissional que possuíam.

O maior problema do ser humano é que ele se esquece do amanhã, nem imagina que logo ali adiante aquela ingratidão poderá pesar na consciência e pior, geralmente após um desprezo a alguém ou a algo “a casa costuma cair” e nesse caso o cachorrinho tem a tradição de enfiar o rabinho entre as pernas e procurar arrependido o seu dono.

Aí então aquele (a) amigo (a) passa a servir, o (a) namorado (a), marido ou esposa inútil volta ser o (a) melhor do mundo, aquela empresa tida como porcaria ganha a missão de evitar uma miséria total no lar, os pais ridículos novamente se tornam heróis, o (a) filho exemplo, em tempos passados desprezado e criticado passa a ser lembrado como a solução para os problemas familiares, enfim o (a) ingrato (a) então se desespera pois o mundo não alisa e detesta atos de ingratidão, além do que a lei da vida passa a tomar a frente da situação, aqui se faz, aqui se paga.

Ser ingrato (a) é não possuir sabedoria, pois não sabemos o que virá pela frente em nossas vidas, poderemos precisar de muita ajuda, além do que mais cedo ou mais tarde a consciência começa a pesar e muita das vezes é tarde demais para arrependimentos, pois a pessoa já se foi, faleceu ou na questão profissional, a empresa não o (a) aceita mais.

Portanto seja sempre grato (a) à pessoas que o (a) cerca, reconheça seus valores e as aplauda se possível e jamais cuspa no prato que comeu detonando empresas por onde trabalhou, porque a vida é justa e em diversas ocasiões isenta da palavra perdão.

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