Alerta aos passageiros

"Não há passageiros! Na nave Terra somos todos tripulantes”.

(Marshall Mcluhan).

Na vida, você não pode simplesmente se sentar e esperar que o resto da humanidade mantenha seus olhos abertos para você. Uma vida que é vivida como passageiro, em vez de alguém que contribua para que o mundo funcione, é uma vida desperdiçada.

Não há mais tempo para desperdícios. Nas eleições de 2018 os tripulantes da nave Brasil precisarão tomar o rumo da própria história. As redes sociais nunca compartilharam tantas ideias quanto ultimamente. Compartilham também muitas bobagens, tolices que nem mesmo uma criança, na sua mais tenra idade, seria capaz de formular.

Seus apologistas - das bobagens - dirão: “na mais tenra idade as crianças nem pensam...”. Justamente, nem pensam! Contudo, bobageiros, por assim dizer, são menos mesmo que uma criança que ainda nem sequer pensa. Nem precisa conferir. É mesmo inexplicável.

Mas é louvável o pipocar quase que com unanimidade das manifestações de descrédito e de desrespeito total aos políticos, mormente os eleitos para comandar e legislar. Pena que não elejamos juízes, promotores e quejandos de nenhuma espécie, pois, também, estariam na mira de todos os internautas. Muitos não servem nem para juiz de futebol. Claro que com todo o respeito pelo futebol que, aliás, depois da religião, é o totem mais sagrado da maioria da população brasileira.

Por que não somos tão críticos na escolha do prefeito e vereadores que dirigirão os destinos do município em que moramos, no qual (o município, claro) depositamos toda a nossa fé no propósito de concretizar o sonho de construir uma família? Por que não somos tão exigentes na escolha do governador e dos deputados do estado a quem o município está atrelado?

E por que somos tão indolentes e permissivos no voto ao presidente, aos deputados e aos senadores da República quando somos tão exigentes e críticos para indicar os técnicos dos times do nosso coração e exigir a sua substituição quando não correspondam às nossas expectativas?

Modernamente, até forçamos os técnicos a escalar os jogadores da nossa preferência, assumindo um protagonismo que desprezamos quando votamos não no melhor, mas no menos “pior” político, candidato a qualquer cargo. Deixamos de ser tripulantes para ser apenas passageiros, confiando que alguém nos conduzirá na busca da realização dos nossos sonhos.

A corrupção que campeia no Brasil todo está a indicar qual opção tomar.

Alonso de Oliveira, jornalista. Foi secretário de Administração, diretor de Suprimentos e coordenador de RH da prefeitura de Americana. E. mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

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