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O Dia Internacional da Mulher ainda

Novamente a comemoração internacional daquela de onde todos nós viéramos. Claro, uma exclusividade incontável: a de ser mãe de vinte filhos, e vinte filhos, insuficientes para uma única mãe.

Justamente a que os gestara por nove meses, transmitindo a cada um todas as impressões e sensações vividas por ela aqui no exterior. Segurança, medo, coragem, confiança, determinação, amizade, algumas vezes culminando com a abordagem dura do marido perguntando a ela – já chorando -: “como faremos para criar mais um filho?”. E ela – cheia de ímpetos, vindos como um milagre -: “como criáramos os outros”.

Com a complacência dele e ao seu “sim”, seguia-se uma explosão indescritível de alegria nela, com a coroação do marido de imensos beijos e afeto. Conhecia agora o bebê outro tipo de amor: o trânsito para a gratidão.

Com a maioria dos casais ocorre assim. Mas, há tantos filhos em tantas outras famílias que nem sequer cumprirão a premissa básica de, tempo mais tarde, proporcionar o mesmo carinho e a mesma atenção esperada deles com relação à genitora: generosidade, solidariedade, cuidado, paciência e atenção. Um mínimo do que receberam múltipla e graciosamente dela. Ninguém se habilitará, esperando que o próximo o faça, até – ainda bem – surgir um voluntário a arregaçar as mangas e pôr mão à obra.

Quando surge uma filha adorada – mãe também - que retira a mãe da casa onde convivera com o marido – recém-falecido – e passa a lhe dedicar a atenção e os cuidados em horário integral com que não contaria nem nos melhores centros de recuperação da pessoa. A peso de ouro, por certo.

Com tais gestos, circundados pelo maior, que é o amor incondicional, a mãe conseguira inexplicavelmente ampliar a duração da sua permanência aqui entre os demais viventes, chegando a chamar a atenção dos médicos que dela cuidavam, tendo recebido inúmeros elogios deles, destacando um deles, que nem mesmo o Estado teria a mesma capacidade para isso.

Contrariara, inclusive, a expectativa do filho mais velho que aguardava um desenlace mais rápido – não admitido, claro – e que pouco a visitava, mas que soubera criticar a irmã, alegando que ela estava agindo contra a vontade de Deus – pasme: -, o qual já lhe havia traçado o fim do seu percurso entre eles, mas que era perdurado pela atenção intensa e repleta de amor da filha mais amada.

Certo como não basta ser mulher para ser mãe, nenhuma mãe pode ser mãe sem ser mulher. Que extraordinária responsabilidade a dela, fazendo a humanidade prosseguir sempre. Deus deve ter tido as suas melhores razões para fazê-la assim. Feliz Dia Internacional da Mulher a todas elas!

Alonso de Oliveira, jornalista. Foi secretário de Administração, diretor de Suprimentos e coordenador de RH da prefeitura de Americana. E. mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

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